O início de um novo ano costuma trazer promessas, recomeços e tentativas de virar a página. Mas, para Virgínia Fonseca, 2026 começou com o nome novamente no centro de uma grande controvérsia. A influenciadora, uma das figuras mais populares da internet brasileira, voltou a enfrentar uma onda de críticas após divulgar novas campanhas envolvendo plataformas de apostas, os famosos “tigrinhos”, reacendendo uma discussão que parecia longe de terminar.
A polêmica ganhou força nas redes sociais depois que vídeos e comentários começaram a circular, apontando uma suposta falta de sensibilidade da influenciadora diante de tudo o que já havia sido debatido nos últimos meses. O assunto não é novo. Virgínia já esteve no centro de debates intensos envolvendo publicidade de jogos de aposta, especialmente após a repercussão da CPI das bets, que colocou esse tipo de conteúdo sob os holofotes da opinião pública.
Desta vez, porém, o desconforto foi ainda maior. Em uma nova ação publicitária, Virgínia tentou associar a divulgação da plataforma a temas como futebol internacional, afirmando acompanhar campeonatos e demonstrando familiaridade com o universo esportivo. A estratégia, que aparentemente buscava dar mais credibilidade ao anúncio, teve o efeito contrário. Muitos internautas reagiram com ironia, questionando a autenticidade do discurso e acusando a influenciadora de forçar uma imagem que não condiz com sua trajetória pública.
As críticas não vieram apenas de anônimos. Perfis de fofoca, comentaristas e criadores de conteúdo passaram a discutir abertamente se Virgínia estaria subestimando a memória do público ou simplesmente ignorando o desgaste acumulado em torno desse tipo de publicidade. Para muitos, a sensação foi de que a influenciadora “passou vergonha”, ao insistir em um formato que já havia sido amplamente questionado.
O que mais chamou atenção foi o contraste entre o discurso de início de ano, recheado de mensagens positivas, pedidos de engajamento e votos de bênçãos, e a escolha de seguir apostando em campanhas consideradas sensíveis. Para parte do público, a incoerência ficou evidente. Afinal, enquanto muitos seguidores enfrentam dificuldades financeiras, a promoção de jogos de azar por grandes influenciadores levanta debates éticos que vão além do simples “quem quer joga”.
A situação se agravou ainda mais quando outro assunto envolvendo o nome de Virgínia começou a viralizar: o desabafo de uma ex-funcionária ligada à marca Pink, que afirmou ter perdido o emprego após se manifestar publicamente. Embora tudo indique que Virgínia não tenha participação direta em contratações ou demissões de pontos de venda, a revolta se voltou novamente contra ela, reforçando a imagem de uma figura poderosa, distante e pouco acessível.
Mesmo sem provas de envolvimento direto, o episódio contribuiu para alimentar a narrativa de que a influenciadora estaria desconectada das consequências reais de sua influência. Nas redes, muitos cobraram um posicionamento mais humano, enquanto outros pediram cautela antes de apontar culpados. Ainda assim, o estrago na imagem já estava feito.

O debate em torno dos “tigrinhos” voltou com força total. Há quem defenda que jogos de aposta fazem parte da cultura de muitos países e que cada pessoa é responsável por suas escolhas. Mas existe também um consenso crescente de que, quando uma figura com milhões de seguidores divulga esse tipo de conteúdo, o impacto é muito maior. A influência não é neutra, e o alcance dessas campanhas pode estimular comportamentos impulsivos, especialmente entre públicos mais vulneráveis.
No caso de Virgínia, a cobrança é ainda mais intensa por causa de sua trajetória. Ela construiu uma imagem baseada em proximidade, família, maternidade e identificação com o público. Por isso, quando associa sua imagem a temas polêmicos, a decepção de parte dos seguidores se torna mais barulhenta. Muitos dizem não reconhecer mais a influenciadora que acompanhavam no início da carreira.
Outro ponto que gerou desconforto foi a tentativa de suavizar a publicidade com um tom descontraído, quase casual. Para críticos, esse formato banaliza um assunto sério. Não se trata apenas de propaganda, mas de responsabilidade social. E, na visão de muitos, Virgínia falhou ao não demonstrar consciência sobre o momento e o histórico recente.
Enquanto isso, defensores da influenciadora argumentam que ela está apenas fazendo seu trabalho, cumprindo contratos e aproveitando oportunidades comerciais como qualquer outra personalidade pública. Lembram que o mercado de influência é competitivo e que recusar campanhas nem sempre é simples. Ainda assim, até entre os fãs mais fiéis, cresce o sentimento de que certas escolhas podem custar caro a longo prazo.
A pergunta que domina as discussões é direta: a casa caiu de vez para Virgínia ou ainda há espaço para reverter a situação? Especialistas em imagem pública costumam dizer que crises não destroem carreiras sozinhas, mas a repetição de erros pode desgastar até os nomes mais fortes. No caso dela, a insistência em um tema tão criticado pode afastar marcas, parceiros e parte do público.
O silêncio, até agora, também chama atenção. Virgínia não se pronunciou diretamente sobre a nova onda de críticas. Para alguns, isso é estratégia. Para outros, é mais um erro. Em tempos de redes sociais, a ausência de resposta muitas vezes é interpretada como indiferença.
O fato é que 2026 mal começou, e Virgínia já enfrenta um dos momentos mais delicados de sua imagem pública. Entre pedidos de engajamento, campanhas milionárias e cobranças sociais, a influenciadora se vê novamente no centro de um debate que vai muito além dela. Trata-se do papel dos influenciadores, dos limites da publicidade e do impacto real que essas escolhas têm na vida de quem assiste do outro lado da tela.
Se essa polêmica será apenas mais um capítulo passageiro ou um ponto de virada definitivo, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o público está mais atento, mais crítico e menos disposto a engolir discursos prontos. E, nesse novo cenário, cada passo em falso pesa muito mais do que antes.